Por Ana Clara Moreno
Que o iPod dominou o mundo, todo mundo sabe. A novidade fica por conta da ousadia da empresa ao lançar o que promete ser seu divisor de águas: o iPod Baby. Com ele, bebês ainda durante a gestação poderão ouvir músicas selecionadas por seus pais, através de fones implantados dentro do útero da gestante.
O sistema conta ainda com seletor externo de faixas e bateria para catorze meses
initerruptos -
para aqueles bebês sem pressa de nascer.
A iniciativa, entretanto, não foi vista com bons olhos pela comunidade
internacional, principalmente a Igreja Católica, que acusa a empresa de "desrespeitar a dádiva da maternidade em busca unicamente de dinheiro". Grupos radicais afirmam ainda que a IPod tenta "brincar de Deus". Nenhuma pessoa tem o direito de arriscar a vida humana apenas por acreditar ter o direito para isso" -comenta Alexander Haydnbërg, Secretário para Assuntos da Juventude
da 'Amme' (Ação Mundial pela Moral e Ética), que declara ver a empresa como "irracional e promíscua".
É fato que a iPod não apresentou dados concretos de pesquisas à comunidade
internacional de medicina que comprovassem que o procedimento é livre de qualquer
dano para o bebê, mas já anunciou a comercialização para agosto deste ano.
Não é a primeira vez que a marca é alvo de movimentos populares. Em 2003, a iPod japonesa chegou a comercializar cem mil unidades do iSuicide, versão do palm que sugere ao usuário formas acessíveis de suicídio. Multada em
14 milhões de dólares, não levou muito tempo para que novas críticas viessem a tona
com o primeiro acidente como iBlade, o canivete usb produzido pela empresa.
Os processos contra a liberação do iPod Baby aguardam julgamento nas próximas semanas. Até lá, resta esperar por mais segurança ou menos concientização.
